quinta-feira, 12 de agosto de 2021

LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS, UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS?

 


LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS,

UMA QUESTÃO DE DIREITOS HUMANOS?

 

Guiany Campos Coutinho

Giuseppe Tosi

RESUMO

Esse estudo tem como objetivo refletir sobre a atual política das drogas na Paraíba, no Brasil e no Mundo, enfocando o contexto histórico da droga, o processo de criminalização e a análise empírica da conjuntura atual. Através de leituras, sondagens e observações realizadas em alguns presídios da Paraíba e no CAPs – Centro de Atenção Psicossocial, instituição pública estadual que trata dos usuários abusivos de drogas - ficou claro que a guerra contra as drogas tem fracassado. O narcotráfico, na atualidade, detém um grande poder que, em algumas nações, é até mais forte e organizado do que o poder oficial constituído, mantendo uma economia grandiosa. O tráfico de drogas é o negócio do século. Mostram os economistas que tal negócio movimenta no mundo inteiro bilhões de dólares por ano e, na balança da economia mundial, é uma indústria que perde apenas para a de computadores, mas ganha da farmacêutica, tendo margens de lucro infinitamente maiores do que ambas. Diante da problemática estudada, onde aparece claramente a falta de controle do comércio ilegal das drogas no mundo inteiro, a proposta de legalizar as drogas atualmente consideradas ilícitas deve ser tomada em consideração como uma alternativa possível e menos nociva para a humanidade do que o atual proibicionismo. Esta hipótese é feita tendo como embasamento teórico a proposto liberal do pensador Milton Friedman segundo o qual a legalização das drogas é um mal menor diante da hipocrisia representada pela atual situação que não impede o crescimento do consumo, da criminalidade e da repressão inócua. É possível que, se um dia a descriminalização se generalizar, tenham que ser enfrentados sérios problemas com o aumento do número de dependentes; mas, talvez, o custo econômico e social da prevenção e do tratamento será muito menor do que manter a proibição ao consumo, tendo de militarizar a periferia do mundo desenvolvido para combater, sem sucesso, a única beneficiária da proibição: uma máfia cada vez mais poderosa, perigosa e globalizada. 

 

Palavras chaves: política antidrogas; criminalidade; descriminalização; legalização, liberalismo. 

 

A escolha do tema em questão justifica-se pela preocupação vivenciada no trabalho junto aos excluídos, nos dez anos de atuação na Pastoral Carcerária e nos sete anos trabalhados no CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), órgão do governo do Estado da Paraíba voltado para o tratamento de usuários de drogas. O uso indevido de drogas lícitas ou ilícitas constitui-se, atualmente, em problema de ordem internacional. Por sua complexidade e amplitude, é um mal que ameaça as estruturas dos Estados, afetando seus valores políticos, econômicos, sociais e culturais.

A droga atinge, indistintamente, homens e mulheres de todos os níveis sociais e econômicos – independentemente da idade, do grupo étnico, do nível de instrução e de profissionalização – afetando as sociedades em todos os setores. Seus efeitos podem ser detectados nos crescentes gastos com tratamento médico e internação hospitalar; no aumento do número de mortes prematuras; no crescimento dos índices de acidentes de trânsito, de acidentes de trabalho e de violência urbana e, ainda, na perda de produtividade dos trabalhadores. 

No caso do Brasil, pode-se dizer que os impactos negativos causados pelo problema foram agravados pelo fato de o País haver evoluído de simples rota por onde a droga passava para ser exportada para as nações do primeiro mundo, para se constituir em florescente mercado consumidor de drogas.

Apesar de todo o combate ao narcotráfico, é visível o fracasso da guerra contra as drogas no mundo inteiro: o consumo progride, o tráfico se diversifica e os traficantes proliferam; são criadas poderosas organizações criminosas, que corrompem pessoas e instituições que a elas estão ligadas; cresce  a criminalidade económico-financeira (lavagem de dinheiro) e aumenta assustadoramente a criminalidade associada ao consumo. 

Se a repressão até o momento não tem surtido efeito, legalizar seria a solução? Essa é a questão aqui discutida: apresentaremos alguns argumentos em favor da tese da legalização, e sugeriremos algumas propostas de como legalizar as drogas e quais passos  seguir; propostas estas defendidas não somente por nós, mas também por ilustres personalidades do mundo político e intelectual e por ativistas e defensores dos direitos humanos no mundo inteiro.                

 

1. Política antidroga: repressão ou prevenção?

É preciso avaliar e refletir a política até agora adotada, em função dos resultados e estudar qual caminho seguir.  Uma política em matéria de droga tem de atuar sobre os fatores que contribuem para o desenvolvimento e aprofundamento de comportamentos desviantes. Por isso, há de ser, antes de qualquer coisa, uma política social de longo prazo, de caráter preventivo, com entrosamento das políticas de educação, de formação profissional, de emprego, de habitação, de urbanismo, de rendimentos, de família, de saúde, de integração social e cultural das minorias, capaz de combater a marginalidade e a exclusão, terrenos férteis à delinqüência e a dependência química. 

É preciso observar também os elevados custo sociais da criminalidade e dos comportamentos produzidos pela pressão do consumo e as conseqüências socioeconômicas do narcotráfico. Este aspecto deve ser realçado: a infiltração de  um volume enorme de dinheiro oriundo do tráfico no tecido econômico subverte-o e dá lugar a grupos, lobbies, máfias com manifesto poder político.

O ponto de partida para qualquer solução deste problema á a constatação unânime de que, apesar dos recursos cada vez maiores gastos na repressão da oferta, nunca houve tanta produção de droga, como na atualidade; o número de presumíveis infratores relacionados com uso de drogas tem aumentado significativamente; as mortes relacionadas com a dependência química continuam aumentando, e são observados poucos resultados nos programas de prevenção primária e secundária, visto que os tratamentos abrangem poucos dependentes químicos, as taxas de sucesso são limitadas e os indicadores não sugerem uma redução do consumo; as tóxico-dependências hoje ocupam o primeiro lugar no ranking das preocupações da população do mundo inteiro o que tem obrigado os estadistas a falar deste problema.

Diante do quadro acima exposto, chegou o momento de fazer um balanço da política antidroga e de colocar algumas questões para a reflexão e a ação. Que políticas considerar para o problema das drogas? Uma política que o erradique, eliminando todos os traficantes e tratando todos os consumidores ou uma política que comece por aceita-lo como opção individual e como fenômeno sociocultural e cujo objetivo seja o controle do problema das drogas?  Quais os pressupostos da política que pretende erradicar os problemas das drogas? Para a sua defesa é necessário demonstrar que a ilegitimidade das drogas provoca um efeito de despersuadir os consumidores; que é possível aumentar a eficácia das polícias; que é possível implementar medidas preventivas, (prevenção primária em particular), mais eficientes; que perante a negação das condições anteriores os custos da situação atual são suportáveis.

Estamos diante de duas grandes opções: uma que enfatiza o caminho da erradicação total do trafico e do consumo de droga, através de medidas, sobretudo, repressivas; a outra que enfatiza o controle público do problema da droga com medidas, sobretudo, preventivas e liberalizantes. No nosso trabalho, optamos por analisar a segunda opção, mostrando como  uma política de redução dos riscos causados pelos problemas das drogas deve incluir também a legalização. É o que procuramos demonstrar nas páginas seguintes.

 

2. A legalização das drogas, na ótica dos direitos civis e políticos

Uma primeira ordem de argumentos relaciona a questão da droga com os direitos civis e políticos fundamentais, mostrando como a atual política repressiva, não somente não resolve o problema, mas ameaça alguns direitos fundamentais.   

 

Liberdade

Um primeiro aspecto a ser considerado, com relação aos fundamentos teóricos da liberalização das drogas, é a existência de um “direito a se drogar”. É obviamente uma questão polêmica, mas acreditamos que se possa encontrar um fundamento para esse “direito”. Na verdade, a tradição do liberalismo ocidental, de tipo individualista, afirma que cada um deve procurar a felicidade conforme as suas convicções e que não cabe à sociedade e ao Estado interferir neste âmbito de escolha privada, senão nos casos em que a lei é violada. O ser humano caminha sempre em busca de um bem que é compreendido por ele como um valor capaz de contribuir para a sua felicidade. A liberdade, que é um valor supremo, torna cada indivíduo responsável pelos seus atos na medida em que eles são voluntários e não impostos e só cabe a própria pessoa livre e responsável decidir sobre eles. Neste sentido, embora esteja cientificamente comprovado que a droga é um mal para a saúde – assim como o tabaco, o álcool, a obesidade, o uso excessivo de remédios, etc... – o Estado não teria como intervir proibindo tal comportamento. 

Esta fundamentação de tipo liberal está expressa de maneira bastante radical pelo famoso teórico do neoliberalismo econômico e político, o economista Milton Friedman. Na sua opinião, não é papel do governo proibir o uso e o comercio de drogas; o papel do governo é prevenir que terceiros prejudiquem um indivíduo, disse John Stuart Mill em meados do século XIX em seu livro "Sobre a Liberdade". O governo, disse ele, nunca teve qualquer direito para interferir com o indivíduo para o próprio bem do indivíduo. 

O caso da proibição das drogas é exatamente tão fraco ou tão forte como o caso de proibir as pessoas de comerem demais. Sabe-se que comer demais é a causa de um maior numero de mortes do que as provocadas pelas drogas. Se for por principio correto, para o governo dizer que não se podem consumir drogas porque elas fazem mal, porque não está correto impedir as pessoas de comer demais porque isso faz mal? 

Um outro argumento por ele utilizado afirma que a legalização das drogas diminuiria os gastos públicos, uma vez que as atuais políticas do governo, “cheias de boas intenções”,  acabam mal e prejudicam muito. Um papel básico do governo é proteger a si e aos outros cidadãos de ver a sua casa assaltada e de proteger de agressões físicas; no entanto, uma grande parte da receita pública é gasta na aplicação da lei de combate à droga sem muito sucesso. 

Com a legalização das drogas, todos terão a liberdade de perseguirem os seus próprios interesses pessoais e esses interesses não têm de ser reduzidos. O interesse pessoal é o que impulsiona a sociedade assim como os indivíduos. Todas as sociedades são conduzidas pelo interesse pessoal. A questão é: como é que o interesse pessoal é disciplinado? Adam Smith definiu-a da melhor forma há duzentos anos atrás, disse que as pessoas que procuram os seus próprios interesses são conduzidas por uma mão invisível na promoção do interesse público mesmo que isso não faça parte das suas intenções. O Sr. Ford não desenvolveu o seu carro a pensar no interesse publico, ele o desenvolveu por interesse próprio.

Continuando nesta mesma línea de raciocínio que prega as liberdades políticas e de mercado, Friedman afirma que, com a legalização, as drogas passariam a transitar livres no mercado onde existem milhares de importadores e exportadores: qualquer pessoa poderia entrar no negócio. Mas é muito difícil, hoje, com a proibição para uma pessoa entrar no negocio da importação de drogas já que os esforços de interdição tornam imensamente onerosa e difícil esta tarefa. Os únicos que conseguem sobreviver nesse negócio são os que têm dinheiro suficiente, podem ter frotas de aviões e métodos sofisticados. Alem disso, ao manter essas mercadorias no exterior, e prendendo, por exemplo, os produtores locais de maconha, o governo mantém elevados os preços desses produtos.

Segurança

Um outro argumento utilizado por Friedman se refere ao fato de que a política anti-droga, baseada fundamentalmente na repressão, aumenta os riscos para a seguranças dos cidadãos em todo o mundo. Na sua opinião, a legalização é uma forma de impedir o governo de continuar a utilizar o poder do povo para manter o comportamento imoral de assassinar pessoas dos Estados Unidos, da Colômbia e de todos os outros cantos. Atualmente os Estados Unidos não estão apenas atirando contra as pessoas, ele está retirando as suas propriedades sem qualquer procedimento legal. Os agentes da repressão das drogas estão expropriando os bens, muitas vezes de pessoas inocentes para as quais não têm mandato real. Eles estão transformando os cidadãos em espiões e informadores. O governo diz às pessoas para elas fazerem denuncias telefônicas, sem sequer se identificarem, mas apenas para informarem as suas suspeitas. É uma forma horrível para conduzir o que é supostamente um país livre. 

Poderíamos acrescentar que no Brasil, em nome da repressão ao tráfico a privacidade, a segurança, a vida e as propriedades da população em geral, mas sobretudo dos mais pobres, é constantemente ameaçada tanto pela ação do narcotráfico, quanto pela ação da polícia. 

Isso mostra que a questão das drogas encontra a sua fundamentação nos direitos civis e políticos fundamentais.  O combate às drogas, assim como efetuado hoje em dia, além de não ter êxito, aumenta a insegurança dos cidadãos e pode se tornar um pretexto para invadir a privacidade dos mesmos. 

Eficácia prática.

Uma terceiro argumento se refere à eficácia prática da legalização das drogas. O argumento básico é que é preferível legalizar e controlar o cultivo, a fabricação, o transporte, a comercialização e o consumo de tais produtos, garantindo a sua qualidade e promovendo, simultaneamente, campanhas de sensibilização das populações, e em particular da juventude, no sentido de defender a sua saúde recusando o consumo de qualquer substância psicoativa, mas deixando à livre opção de cada um a decisão final. De resto, é sempre preferível um consumo legal e privado, socialmente integrado, que evite o abuso, a um consumo clandestino ou semiclandestino, gerador de exclusão e sujeitos a penalização. 

Na opinião de Milton Friedaman, com a legalização, diminuiria o numero de presos, uma vez que a maior parte das detenções por drogas são entre consumidores ocasionais que são acusados de posse; diminuiria também o índice de homicídios. Os cidadãos que fossem usuários de drogas diminuiriam o risco de se tornarem criminosos, podendo conseguirem de forma legal a sua droga preferida, com a certeza de que ela não se encontra adulterada. 

Desta forma, com a legalização das drogas aconteceria a destruição quase total do mercado negro. Isso faria com que o preço das drogas diminuiria drasticamente.  Como economista, Friedman verifica que os preços baixos tendem a gerar mais procura, mas, o superfaturamento pela falta de drogas mais suaves, a exemplo da maconha, destruída pela guerra contra as drogas por ser mais fácil de interditar, não mais existiria e não mais seria incentivada a cultura de variedades mais potentes de maconha e a condução de usuários de maconha para drogas mais pesadas a exemplo da heroína, a cocaína ou crack. 

Na sua opinião, o crack nunca teria existido se não existisse a proibição. O método preferido de consumir cocaína era a inalação através das narinas, método esse que se tornou muito caro. Alem disso, existia uma procura desesperada dos empresários das drogas de conseguir uma forma de a armazenar. Descobriram então que uma boa forma de fazer dinheiro era diluir a cocaína com bicarbonato de sódio ou outra coisa qualquer, de modo a que a pudessem vender no mercado em doses de cinco ou dez dólares;

Com a legalização acabaria o mito de que os usuários de drogas suaves passariam a consumir drogas pesadas.Todas as experiências conhecidas com as drogas legais indicam que existe uma tendência para as pessoas passarem das drogas mais fortes para as mais fracas e não o contrário, assim como se passa da cerveja normal para a cerveja light, de cigarros sem filtro para cigarros com filtro e baixo teor de alcatrão.

Legalizadas, algumas drogas poderiam ser menos consumidas. O Alaska há alguns anos atrás, legalizou a maconha e o seu consumo entre os estudantes do liceu diminuiu. Na Holanda, o governo não leva a tribunal as drogas leves, como a maconha, e preferiam fazer o mesmo em relação às drogas pesadas, mas eles sentem-se impelidos a isso pelas obrigações internacionais a que aderiram. Diminuiu o consumo de maconha pelos jovens e a idade média dos consumidores de drogas duras subiu, o que significa que não estão fazendo novos usuários. Em vários livros com registros estatísticos, se têm números sobre as quantidades de álcool consumidas nos Estados Unidos que mostram como, logo após a proibição elas subiram significativamente. No gráfico do consumo de álcool antes e depois da proibição, verifica-se que o consumo de álcool voltou de novo para valores aproximados aos anteriores à proibição e mais recentemente, o consumo de álcool tem descido em base per capita.  

As drogas, uma vez legalizadas, seriam submetidas às mesmas regras que o álcool e o tabaco são atualmente sujeitos. O álcool e o tabaco causam pelo seu consumo um numero muito maior de mortes que as drogas ilícitas, mas, no entanto causam muito menos vitimas inocentes. E as principais vítimas inocentes, são as pessoas mortas pelos motoristas embriagados. Deveriam ser aplicadas leis contra a condução de automóveis sobre o efeito do álcool, tanto quanto deveriam ser aplicadas leis contra a condução de sobre a influencias de maconha, cocaína ou qualquer outra droga. Mas num primeiro passo, trataria as drogas da mesma forma que agora são tratados o álcool e o tabaco, e não de forma diferente.

Finalmente, o economista faz um comentário muito crítico com relação à política proibicionista imposta pelos Estados Unidos, sobretudo aos países do Terceiro Mundo, em nome da segurança, afirmando: "Destruímos esses países, só porque não conseguimos aplicar nossas próprias leis em casa”. Friedman acentua que "perseguidores e perseguidos (...) têm interesse comum nessa guerra". Perseguidos (plantadores, vendedores), porque têm "bom lucro"; perseguidores (polícias, forças armadas, justiça, advogados, carcereiros), porque "seus orçamentos são constantemente engordados, salários aumentados, fama e carreira garantidas”.

É possível que, se um dia a descriminalização se generalizar, enfrentaremos sérios problemas com o aumento do número de dependentes, mas talvez o custo econômico e social da prevenção e do tratamento seria muito menor do que manter a proibição ao consumo, tendo de militarizar a periferia do mundo desenvolvido para combater, sem sucesso, a única beneficiária da proibição: uma máfia cada vez mais poderosa, perigosa e globalizada.

Quanto a estas substâncias a intervenção do Estado deveria acontecer com punição das transações efetuada fora do circuito legal estabelecido, tais como o contrabando e a venda a menores. Ficariam proibidos também todos os atos de promoção do consumo, em especial a publicidade.  A legalização das drogas oferece outros tipos de solução à questão. Com a sua vigência, passariam para a legalidade todos os meios de produção, comércio e consumo das drogas atualmente ilícitas. A vantagem dessa opção seria o desgaste que isso causaria ao crime organizado, retirando de suas mãos o controle do comércio de drogas. Essa atividade, em caráter ilícito, gera algo em torno de US$ 500 bilhões por ano em todo o mundo, sustentando outros delitos como o tráfico de armas, guerrilhas, golpes de estado, além dos ''lícitos'' paraísos fiscais e outras formas de lavagem de dinheiro. 

A descriminalização do porte e a legalização das drogas trariam benefícios diretos para toda a sociedade. O ''problema das drogas'' ficaria reduzido à esfera dos usuários e dependentes, que poderiam ser identificados e tratados sem a ameaça de penalidade e de vingança social. Quem não usasse drogas ilícita, não estaria sob o risco da ação violenta das quadrilhas do tráfico. 

O exemplo da Lei Seca - que proibiu a produção, o comércio e o consumo do álcool nos Estados Unidos, entre 1920 e 1933 -, mostra que a ilegalidade estimula a organização de quadrilhas para o controle dessas atividades. A Lei Seca não solucionou os problemas do álcool, assim como sua revogação não estimulou o consumo. O álcool é um dos principais causadores de acidentes de carro e de violência doméstica; porém, com o fim da Lei Seca, não há mais toda a malha do crime que foi forjada com sua proibição o que aumentou significativamente a violência nos EUA enquanto perdurou a referida Lei. 

 

 

3. Um apelo à ONU de autoridades internacionais

Levando em conta a verdadeira guerra que tem acontecido na face da terra pela manutenção da ilegalidade da droga que incentiva o trafico e a sua preservação com armamento pesado, aliciamento da força jovem e corrupção de órgãos repressores, a vida humana esta ameaçada. A guerra não institucionalizada está instalada e arrebatando muitas vidas, algumas, soldados do tráfico e muitas vítimas inocentes.

Em 01 de julho de 1998, foi encaminhada uma Carta Aberta ao Secretário Geral da ONU por centenas de personalidades internacionais entre elas George Schultz, antigo Secretário de Estado dos EUA, Perez de Cuellar, antigo Secretário Geral da ONU, Emma Bonino, Comissária Européia para Assuntos Humanitários. Os dois  signatários portugueses eram o prof. Candido da Agra, Diretor do “Centre of Deviant Behavioral Science” da Universidade do Porto e Daniel Sampaio, Professor da Universidade de Psiquiatria de Lisboa. Nesta carta foi feito o seguinte apelo: 

 

Que inicie um dialogo verdadeiramente aberto e honesto em relação ao futuro da política global de controlo da droga, em que o medo, a intolerância e a proibição punitiva se renda ao senso comum, à ciência, à saúde publica e aos direitos humanos”. 

 

Nesta Carta Aberta é enfocada a profunda preocupação com a atual política adotada:

 

Todas as décadas a Organização das Nações Unidas adopta novas convenções internacionais, largamente focadas na criminalização e punição, que restringem a capacidade individual das nações para desenvolverem soluções efectivas para os problemas locais da droga. Todos os anos os governos adoptam medidas de controlo da droga mais punitivas e dispendiosas. Todos os dias os políticos subscrevem novas e mais duras estratégias de guerra à droga.

 

Os ilustres assinatários analisam ainda que:

 

Em muitas partes do mundo, as políticas da guerra a droga impedem os esforços da saúde publica de conterem o alastramento do HIV, hepatite, e outras doenças infecciosas. Os direitos humanos são violados, são perpetradas agressões ao ambiente e as prisões inundadas com centenas de milhares de violadores da lei da droga. Os escassos recursos melhor aplicados na saúde, educação e desenvolvimento económico são desperdiçados nos esforços da interdição cada vez mais dispendiosos. Propostas realísticas para reduzir as doenças, as mortes e os crimes relacionados com a droga, são abandonadas em favor de propostas retóricas para a criação de sociedades livres de droga”.

E acrescentam:

 

A persistência nas nossas actuais políticas apenas resultará em mais abuso no consumo de droga, um maior poder dos mercados das drogas e dos criminosos, e mais doenças e sofrimento. Com muita frequência, aqueles que pedem um debate aberto, uma rigorosa analise das políticas actuais, e a séria consideração das alternativas, são acusados de se "renderem". Mas a verdadeira rendição é quando o medo e a inércia se combinam para anular o debate, suprimir a analise critica, e rejeitar todas às alternativas as políticas actuais.

 

E concluem:

Nós acreditamos que a guerra global ás drogas está agora a causar maiores danos que o próprio abuso das drogas”.

 

A legalização das drogas poria fim a esta guerra, porque o tráfico não teria mais sentido, uma vez que a droga seria vendida e controlada pelo Estado como as demais drogas lícitas, álcool, tabaco e remédios.  A liberdade está longe de ser um direito inalienável do ser humano, enquanto sujeito de direito, quando tem sua vida vasculhada, seu corpo exposto e tocado em revistas íntimas, colocando a todos na qualificando de suspeitos, tendo seus telefones grampeados e correspondências violadas em nome da segurança contra o tráfico. Todo ser humano, afirmam as Cartas Internacionais de Direitos do Homem, merece respeito a sua individualidade, a sua autonomia e a sua privacidade. 

É certo que, o uso das drogas, lícitas ou ilícitas provoca lesões à vida, à saúde, à liberdade individual e à segurança coletiva, qualificando assim um problema de dimensão social. É preciso que o Estado interfira, uma vez que é sua obrigação legítima a proteção da vida, da integridade física, da liberdade, da segurança da população e do desenvolvimento integral da infância e da juventude. O que o Estado não deve, em nome destas obrigações manter a proibição das drogas pela única forma que se tem como arma que é a repressão. Esta tem se tornado violenta em todo o mundo, provocando um mal maior, pondo em risco igualmente a vida, a integridade física, a liberdade, a segurança da população e o desenvolvimento integral da infância e da juventude, gerando conseqüências gravíssimas, além de violar constantemente direitos e garantias legitimadas. 

Não se pode, para atingir a erradicação das drogas ilegais, violar os direitos fundamentais das pessoas, alem de pôr em risco a própria natureza do Estado de direito em que vivemos. 

 

4. Possíveis conseqüências da liberalização

As propostas de descriminalização e legalização das drogas são polêmicas, entretanto, a dimensão da organização do tráfico multinacional e suas articulações com as máfias não permitem soluções tímidas e parciais. Será preciso coragem, além de determinação, para desarticular o crime organizado e seus tentáculos nos cinco continentes.

Haveria em primeiro lugar que descriminalizar o consumo de todas as drogas, uma vez que a punição é segregadora, contribuindo para a marginalização e exclusão social do consumidor, dificultando assim, a sua proteção social e o encaminhamento para um processo terapêutico. Deveria-se, contudo, procurar fortalecer os elos de ligação do dependente químico com a comunidade e aumentar os pontos de contato, propiciando apoio.  

A não criminalização do ato de consumo não significa que o consumidor não seja punido pelos crimes cometidos, quer se trate de criminalidade induzida, quer de criminalidade funcional. No que diz respeito à criminalidade deve-se continuar a incentivar o tratamento, subordinando a suspensão da execução da pena de prisão, com ou sem regime de prova, à sua realização voluntária. 

Seria necessário aumentar a oferta terapêutica, quer em regime ambulatorial, quer em regime de internamento. Embora se discuta a relação entre a droga e o crime, é aceitável a conclusão, confirmada em diversos estudos empíricos de que o consumo de droga é um fator relevante da delinqüência em relação a determinados universos populacionais, que a delinqüência é um fator influente no consumo de drogas de outros universos populacionais e que relativamente a outros, existem fatores comuns que estão associados ao consumo de drogas e à delinqüência. 

A legalização também poderia fazer diminuir o tráfico de droga, não só por restringir a procura, mas também por diminuir o envolvimento dos usuários de drogas com o tráfico. Como se sabe, os usuários de drogas são aproveitados pelos traficantes como mão-de-obra barata para a realização das tarefas mais visíveis e, por isso, mais sujeitas à repressão.   

Tal medida permitiria, assim, reduzir o nível global de criminalidade o que, além de aumentar a segurança e o sentimento de segurança das populações, faria baixar a pressão que ela exerce sobre as instâncias formais de controle, permitindo uma reorientação dos meios disponíveis. 

Além disso, a legalização das drogas tiraria uma fonte fácil e segura de lucro dos traficantes, retirando o poder econômico da criminalidade organizada neste setor, reduzindo assim, os efeitos perversos da criminalização. 

No combate ao tráfico ilícito se empenhariam os meios disponíveis, utilizando para tal os meios legítimos e legais, com as garantias próprias de um Estado de Direito.

Considerações finais

A tese discutida neste estudo propõe uma maior reflexão sobre a atual política antidrogas, que tem demonstrado ser insuficiente para conter o consumo de drogas, e o avanço da violência e da criminalidade por elas induzidas e acentuadas.

É necessário perceber o problema da droga e da repressão, logo pela primeira falha do sistema, que é o tráfico. A repressão engorda o tráfico e os barões que se alimentam dele. O dinheiro do narcotráfico representa a segunda maior movimentação da economia mundial, afirmam os economistas, vindo atrás, apenas, da industria de computadores.  Com o volume que circula, todo o sistema financeiro internacional acaba participando da lavagem de dinheiro do narcotráfico.

No Brasil, a droga não consegue ser controlada nem nas prisões, muito menos em qualquer outro lugar e esta situação é comum no resto do mundo. Observa-se claramente nas visitas semanais da Pastoral Carcerária nos presídios do Estado, que parte significativa da população carcerária está relacionada com crimes ligados às drogas; muitos afirmam que o primeiro contato com o crime foi através da droga lícita ou ilícita. 

Observa-se ainda que uma boa parte dos detentos envolvidos com drogas estão presos por delitos considerados leves, e que o encarceramento prolongado favorece a tendência a piorar o comportamento anti-social e promover maior envolvimento com as drogas e com o crime. Além disso, é preciso afirmar que só encontra-se ali preso o operário da droga: quem são e onde estão os empresários da droga?

Através do contato direto com apenados do Estado, sabe-se que dentro dos muros existem muitos usuários dependentes de drogas e muitos deles demonstram claramente o desejo de parar com o consumo. Dentro dos presídios não existe programa de prevenção às drogas e em nenhum presídio do país existe acompanhamento e tratamento para os usuários dependentes de drogas. É urgente a adoção de políticas penitenciárias integradas a programas de tratamento e prevenção, dando reais condições para que o preso durante o cumprimento de sua pena tenha oportunidade de mudança e possa voltar para o seio da sociedade como cidadão útil e produtivo. Sem levar tais possibilidades em consideração, a própria sociedade está dando condições e recursos, com elevados custos financeiros, para tornar o preso mais perigoso, sem possibilidades de recuperação efetivas, engrossando o contingente de usuários e criminosos. 

Ultimamente, a violência do tráfico vem crescendo assustadoramente no Brasil, principalmente em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Mostram os noticiários que, em São Paulo, ocorrem dezenas de chacinas por ano, principalmente na periferia. Os morros do Rio estão literalmente em guerra, com muita munição e armas pesadas e sofisticadas. Em João Pessoa, cidade de médio porte, ainda considerada pela mídia como tranqüila, em alguns bairros populares já acontece o toque de recolher.

As organizações criminosas, articuladas por uma teia que perpassa os limites das nações, estão vencendo esta guerra. São forças que atraem os fracos através da satisfação de suas necessidades mais urgentes, sejam elas psicológicas, sociais ou econômicas, na maioria das vezes suprindo o papel do Estado. Os narcotraficantes são espertos e bem articulados, e, na maioria são aceitos na comunidade, pela solidariedade que prestam aos pobres. É evidente que há bem mais fatores envolvidos com o aumento da violência e da criminalidade, tais como a má distribuição de renda, a pouca preocupação dos governantes com as políticas públicas de educação, saúde, geração de renda, entre outras, mas, o principal motivo vem da guerra do tráfico de drogas ilegais. 

No CAPs (Centro de Atenção Psicossocial) e João Pessoa, instituição mantida pelo Estado que trata de usuários abusivos e dependentes de drogas, a demanda principal é dos jovens e adolescentes de baixa renda que moram nos bairros populares e favelas. A maioria desses jovens e adolescentes já esteve, pelo menos uma vez, envolvida com  crimes contra o patrimônio ou contra a pessoa. Muitos deles, já envolvidos com o tráfico de drogas, são pressionados a não parar com o uso, e alguns deles são ameaçados de morte. As dívidas contraídas pela compra de drogas, quando não pagas em espécie ou serviço, são pagas com a própria vida. Não são poucos os óbitos de usuários do CAPs, o que causa muito sofrimento na equipe, por conta do vínculo firmado pelo contato diário e pela sensação de impotência diante do gigante que é o narcotráfico. 

Em quase sete anos de funcionamento, nunca foi registrado nos arquivos daquela instituição nenhum óbito provocado pelos danos físicos da droga. Com isso não se quer subestimar seus efeitos, que são extremamente nocivos à vida humana, mas sim enfatizar que a guerra do narcotráfico faz muito mais vítimas fatais do que o próprio consumo de drogas. Nossos jovens estão perdendo a vida cedo demais na guerra das drogas.

A repressão às drogas beneficia cada vez mais a violência do tráfico, além de não impedir a sua utilização. Em cada canto da cidade existe alguém vendendo drogas ilegais, existe alguém traficando e aliciando mais clientes e, como mostram as pesquisas, cada vez mais jovens. Nos bairro pobres ou ricos, nos lugares mais inusitados e menos suspeitos, lá estão as drogas sendo vendidas em grande quantidade, até com entrega em domicílio, pedidas pelo telefone.  É incalculável o número de usuários de drogas ilegais se tornando dependentes e necessitando de acompanhamento. As estatísticas estão longe de calcular esse número, porque, por ser um ato ilícito e criminoso, a grande maioria nega o uso. Dizem técnicos do Ministério da Saúde que:

 

Para uma família pedir ajuda a um profissional é necessário muita coragem. Em primeiro lugar, porque o uso de drogas é mal visto, estigmatizado, considerado falta de vergonha e de caráter, e denigre tanto o indivíduo quanto à família. Em segundo lugar, a criminalização do uso de algumas drogas faz do pedido de ajuda uma denuncia”.·

 

São poucos os usuários que procuram tratamento. A ilegalidade das drogas leva uma grande quantidade de doentes para serem confinados nos presídios sem o mínimo cuidado específico e a uma grande maioria, que permanece nos guetos, tem suas vidas ceifadas pela guerra das drogas. 

Experiências realizadas na Europa mostram que o que traz resultados é tratar e não reprimir o dependente. Na Suíça, clínicas de tratamento para dependentes de heroína recuperam dois terços dos pacientes e reduzem em mais da metade seus contatos com a policia. Criminalizar o uso, porém, aumenta a distância entre o usuário e o remédio de que ele precisa. Na Holanda, onde a maconha é vendida legalmente e há bastante tolerância ao uso de drogas, 80% dos usuários estão em contato com os órgãos de saúde pública. No Brasil, menos de 2% chegam ao serviço de saúde e dos que aderem ao tratamento, menos de 30% conseguem largar o consumo de drogas.

É urgente debater o assunto com argumentos sérios, com políticos que não tem medo de tomar decisões radicais por causa dos votos, com a sociedade civil responsável e com técnicos competentes no assunto. É urgente que a discussão dê lugar a soluções. 

O problema do consumo abusivo de drogas só poderá ser resolvido através da educação e da prevenção, com esclarecimento adequado e não com a repressão. O problema da violência e da criminalidade só será resolvido com políticas sérias, pautadas no bem de todos e não só de alguns. 

A legalização das drogas é o caminho a ser percorrido para esbarrar o descontrole na segurança do Brasil e do mundo. Isto não significa ser favorável ao uso de drogas. Conheço muito bem, como técnica de uma instituição que trata usuários, seus efeitos nefastos, mas defendo a legalização das drogas por várias razões. A mais importante delas é como forma de lutar contra uma verdadeira guerra civil em que a humanidade se encontra, por conta da proibição e do mercado clandestino que se organizou. 

Com a legalização, teríamos caminhos legais para o acesso à droga, acabando assim com o tráfico, com o mercado negro e dessa forma, seria bem mais fácil ter acesso aos usuários para preveni-los sobre o uso abusivo, como é feito hoje com os usuários de álcool. Deveríamos evitar propagandas, fazer campanhas educativas, criar mecanismos de controle, evitar que a pessoa sob o efeito da droga dirija ou assuma posições de responsabilidade. Deveríamos ensinar as crianças, desde a mais tenra idade, a não abusar de drogas psicoativas, pondo em prática um programa de prevenção sério, envolvendo escolas, sociedade civil, igrejas, serviços de saúde e de segurança.  

É necessário acima de tudo ensinar aos nossos jovens a entender que:

 

É o sentido que imprimimos à nossa existência que nos faz conhecer ou não a felicidade como valor subjetivo e espiritual. [...] Quanto mais realizada uma pessoa, graças ao sentido que imprime à sua vida, menos ela sente necessidade de recursos artificiais que alteram momentaneamente o estado de consciência para, em seguida, passado o efeito, desabar no vazio de si mesmo, no abismo da própria frustração”. ·

 

É preciso é buscar soluções que ultrapassem as fronteiras das convenções e das convicções estabelecidas e assimiladas por nossa consciência social; é preciso buscar o novo embasado na “Lei Maior”,  especificamente no artigo III que assegura que “todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.

Assegurar o direito à vida, no contexto enfocado é legalizar e acabar com a guerra das drogas que conduz a morte milhares de pessoas. Tantos jovens têm suas vidas ceifadas por esta guerra maldita, no desabrochar da juventude!  “Hoje a pivetada, com o que restou da inocência infantil, vai para a escola, empina pipas na rua e joga bola. Logo mais estarão traficando, viciadas no crack, a caminho da morte certa”, comenta Maria Rita Kehl, ao se referir a letras de raps do Grupo Racionais MCs, que falam de um verdadeiro extermínio de jovens da periferia:

 

Eu não sei se eles/ estão autorizados/ a decidir o que é certo ou errado/ inocente ou culpado retrato falado/ não existe mais justiça ou estou enganado? Se eu fosse citar o nome de todos os que se foram/ o meu tempo não daria papa falar mais... / e eu vou lembrar que ficou por isso mesmo/ e então que segurança se tem em tal situação/ quantos terão que sofrer pra se tomar providencia/ ou vão dar mais um tempo e assistir a seqüência/ e com certeza ignorar a procedência/ O sensacionalismo para eles é o máximo/ acabar com delinqüência eles acham ótimo/ desde que nenhum parente ou então é lógico/ seus filhos sejam os próximos. ”

 

Assegurar a liberdade é deixar que cada homem procure escolher as alternativas de vida, não perdendo a noção de que é a própria liberdade o bem mais precioso que ele possui para não se deixar iludir pela avalanche de informações, muitas vezes falsas, que recebem a todo o momento. É oferecer condições para que cada pessoa possa ser conduzida por caminhos próprios que a impulsione a lutar pela transformação das coisas que acredita está errada. 

Assegurar a segurança pessoal de cada ser humano é evitar que o narcotráfico corrompa, destrua e condene jovens, adolescentes e crianças a viverem no submundo do crime, da doença e da marginalidade. É dar condições de se ter vida digna, preservando sua identidade, sua capacidade de sonhar, de pensar, de agir e de ser gente.

É provável que esta proposta seja criticada e até condenada por muitas pessoas. Acredito que as criticas virão de pessoas que não conseguirem entender que a questão mais crítica consiste exatamente no narcotráfico e não no uso da droga enquanto tal. Portanto, uma iniciativa como esta passa por um processo amplo de conscientização da população, como também, dos nossos legisladores e autoridades competentes e constituídas para promover o bem da humanidade.

Tenho a convicção de que defendendo a legalização das drogas estou defendendo os direitos mais fundamentais do ser humano: a vida, a liberdade e a segurança.  É urgente refletir e avaliar com coragem e ousadia, para tentar mudar o rumo da história de violência que vive humanidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

Materiais impressos:

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GALDURÓZ, JÁC.F. et al. IV Levantamento Nacional sobre o Uso de Psicotrópico em estudantes de 1o e 2o graus. São Paulo: CEBRID/EPM. GALDURÓZ JÁC.F.; NOTO, Az.R.;

 

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GNERI, Mário, As Mentiras do Presidente, as Drogas e a Repressão, Disponível em (http://www.adunicamp.org.br/jornal/1298/mentiras.htm).Consultado em 28/07/2002.

 

ODCCP - Escritório das Nações Unidas para o Controle de Drogas e Prevenção do Crime (das iniciais inglesas de "Office for Drug Control and Crime Prevention"). www.odccp.org.

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OEA -  CICAD  - Comissão Interamericana para o Controle do Abuso de Drogas.

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SUBSÍDIOS PARA A DISCUSSÃO DA POLITICA DAS TOXICODEPENDÊNCIASDisponível em (http://www.geocities.com/Athens/8613/bbfridm.html). Consultado em 08/07/2002.

 

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EM GUARABIRA.PB, DE NOVO


Agora, o que era conjectura em 2020 virou realidade em 2021.

Apos 25 anos tenho novamente domicílio em Guarabira na Rua Alfredo Fernandes da Costa, 493, Bairro Novo.

Experiência nova de novo...

Em tempos passados, quando escolhi morar em Guarabira, minha vida ganhou outro sentido... e agora?

Não pretendo criar expectativas, apenas viver com serenidade e resiliência o que a vida me oferece.

Eu tenho espírito nômade... me faz bem experimentar... desbravar o desconhecidos e começar de novo.

A messe é grande… aqui estou!!!


Que Deus ilumine nossas vidas!

DOM ALDEMIRO E O PADRE IBIAPINA


Desde o seminário de Ilhéus o seminarista Aldemiro Sena já ouvia de seu bispo Dom Valfredo Tepe a histórias do Padre Ibiapina. 

Ainda diácono, veio com seu bispo a Paraíba para participar de um retiro e para ver de perto o que já conhecia no coração. 

Foi no início da década de noventa que pisou pela primeira vez no “solo sagrado”, como costuma definir até hoje, Santa Fé.

Contam que desde então o Padre Miro encantou-se com o Apóstolo da Caridade e onde chegava apresentava-o. Contava com sabedoria e simplicidade seus feitos e sua santidade.

Quis a providência divina que o padre de Ilhéus fosse ordenado bispo e nomeado para a Diocese de Guarabira onde ele está plantado e onde foi instalado o seu Santuário.

Coube ao Dom Aldemiro a missão de dar continuidade ao processo iniciado pelos bispos antecessores de elevar o Padre Ibiapina a glória dos altares. 

As pessoas devotas do Padre Ibiapina já o reconhecem como santo desde o século dezenove, quando ainda em vida viveu o evangelho. 

No centro de sua vida ele sempre colocou a caridade no serviço aos pobres, na defesa da vida, no zelo com a ecologia. Sua vida doada agradou a Deus e o tornou íntimo com o Altíssimo.

Nos dias de preocupação com o Dom Aldemiro, quando diagnosticado com covid-19, necessitando de cuidados especializados, os fiéis devotos do Padre Ibiapina a ele recorreram e pediram a sua intercessão. Confiantes entregaram em suas mãos e coração seu devoto querido, que tanto tem se empenhado com a sua causa.

E suas preces foram atendidas. 

Dom Aldemiro se recuperou plenamente de quadro da covid-19 e hoje se encontra em plena atividade missionária e pastoral na Diocese de Guarabira. Celebrou no dia cinco de agosto de 2021, junto ao seus padres e os fiéis devotos do Padre Ibiapina, os duzentos e quinze anos de seu nascimento. Foi um bonito momento de graça e de agradecimento pelo dom da vida.


GOTINHAS DO BEM



Viver o amor é a essência da vida!

Hoje o desamor, o ódio, o descaso com a vida ameaçam a existência humana.

O Amor é a essência do próprio Deus.  É o fio condutor que salva, liberta, anima, alegra e motiva a nossa caminhada no meio de um mundo tão conturbado.

Portanto, estejamos abertos às suas manifestações… Sejamos generosos, acolhedores, atenciosos, prestativos, solícitos, caridosos, com todas as pessoas… as que estão ao nosso lado e as que cruzam nosso caminho, as que vamos ao encontro e as que vem até nós.

Que tenhamos consciência que a partir de nós, as gotinhas do bem são espalhadas e com elas poderemos salvar a humanidade.

Vivamos o amor no dia a dia!

É só isso que o Senhor da Vida quer de nós!!!

Art.minha.guiany

 


quarta-feira, 12 de agosto de 2020

CHICO'S, CHICO, CHICÓ




Chico's Chico, Chicó
Semelhantes no amor nunca dá ponto sem nó

Assis foi palco de Chico
Que nasceu predestinado
A deixar vida de rico
E ser por Deus agraciado

Reconstruir a sua Igreja 
Foi sua maior missão 
Pequeninos na peleja
De um mundo mais irmão 

O Papa Chico nos trás 
De voltar Chico de Assis
Da mãe Terra se compraz
Ecológico de raiz 

É Chico que segue Chico
Lembrando o pobre a sofrer
Nos pequenos lembra Cristo
Faz  Evangelho valer

Filha Sofia cantando em Ilhéus, Bahia, no Show “Chico’s” do Padre Cristo em 15.12.2017.

ORAÇÃO PELO MEU IRMAO CONSAGRADO



Senhor!
Hoje quero te pedir pelo meu irmão consagrado.
Tu o escolheste para servi-Te sem reservas e por isso Te peço:
Dar-lhe serenidade para que as renúncias da opção não lhes sejam motivos de sofrimento.
Dar-lhe força e determinação para que Teu trabalho não o canse e com o passar dos anos não se torne mera obrigação.
Dar-lhe muita coragem e discernimento para denunciar quando for preciso, para calar quando for necessário e para ser firme e forte quando a ocasião exigir, sem jamais perder a ternura.
Dar-lhe a sabedoria para que saiba busca-Lo sempre e que acima de tudo saiba ser seta que aponta pra Ti e para o Teu Reino.
Dar-lhe o calor da amizade para que seu coração seja sempre acolhedor e aberto ao amor. Que a mão amiga seja sempre  sustento, alegria e cura.
Não deixe que ele sofra pela ausência de companhia. 
Fica, Meu Senhor, presente em todos os seus momentos para que ele possa vencer as dificuldades e as tentações que a vida lhe apresentar.
Que o Colo da Virgem Mãe seja o seu refúgio acolhedor em todos os momentos de sua vida.
Renova a cada dia a Fé que anima seus passos. Que na mesa da Eucaristia encontre sempre a força do Teu amor.
Dar-lhe Senhor o dom de “Servir com Alegria” e a alegria do Bem Viver, para que seja sempre sinal vivo de Tua presença no meio de nós.
Te peço em nome de Teu Filho Jesus na unidade do Espirito Santo!

O BEIJA-FLOR E A FLOR



E é o coração que reconhece quando a “flor” vale a pena... Ai vale todo e qualquer sacrifício... que ao final nem dói nem faz sofrer... o prazer do solver o néctar e perpetuar o amor e a beleza, faz valer a pena virar de ponta cabeça....
Sejamos como o beija-flor... Deixarmo-nos mover pelo cheiro, pela doçura e pelo colorido da flor que o faz viver a alegria e a leveza de simplesmente ser.


LAZARO FOI AO ENCONTRO DO PAI



E eu nem fui na sua despedida abraçar os meus amigos...
As lembranças chegam enquanto o coração chora...
No comercinho da década de 90, quando fui morar em Guarabira, mais precisamente na frente da Igreja Santo Antônio, no bairro novo, conheci Lazaro, Zulmira e sua família. Logo fomos nos aproximando e aos poucos já frequentava sua casa. Eu estava ali começando uma nova vida.
Lembro muito da sua alegria ao nos receber na casa do Cordeiro ou do Santo Antônio... Era sempre uma festa. Muita comida, muitas conversas e muito aconchego... Além da grande família sempre juntava os agregados e os amigos.
Lembro também de sua alegria ao ser apresentado pelo padre e pela sua comunidade ao diaconato... e como ele ficou feliz  quando num festa de Santo Antônio  aconteceu a sua ordenação. E já se foram 25 anos...
Lázaro é filho natural Pilõezinhos e apesar de ter morado em Guarabira muitos anos, nunca esqueceu as suas raizes e o seu amor por São Sebastião. Mesmo já com a saúde frágil, ele era sempre visto nas festas de janeiro. E foi lá nesse janeiro de 2020 que o encontrei pela última vez.
Ele era agricultor de origem e de coração, mas foi no comércio que tirou o sustento de sua família. No mercado público de Guarabira tinha um ponto onde vendia cereais. E como foi difícil pra ele acostumar com nova vida quando precisou se afastar daquela atividade.
Já diácono, foi convidado pelo pároco da Paróquia Santo Antônio, onde ele servia, a morar numa casinha ao lado do Paulo VI. Acompanhei a chegada da sua família e a adaptação que fizeram para acolher a todos.
Foi lá que Lázaro viveu tempos de muita felicidade, cultivando a terra e servindo a sua Igreja. Fui algumas vezes àquela casa desfrutar do milho colhido dali, assado na brasa no fogareiro na frente da casa, em meio a boas conversas e muitas risadas... Também lembro da galinha de capoeira criada naquele terreiro, servida com macaxeira. Era visível a satisfação em dizer que era tudo cultivado por ele.
Recordo que sofreu muito quando precisou deixar aquele cantinho que o realizava no cuidado com a terra...
Homem as vezes durão, sério, mas extremamente terno...
Apaixonado pela sua Zulmira, pela sua família, fez de sua casa um lar agradável, onde quem ali chegava sentia vontade de voltar.
Ele é Zulmira criaram bem os seus filhos para o mundo. Mas a sua maior felicidade era vê a casa cheia de filhos, netos e bisnetos.
Sempre admirei aquela família, e embora a vida tenha nos distanciado, sempre que nos encontrávamos era uma festa...
Lene, Nice, Beth, Zanza, Zé Eliton e Everaldo hoje estão com o coração partido, eu sei... mas é Zulmira, a sua companheira de 54 anos que hoje perdeu um pedaços de si... perdeu a asa que junto à dela alçava voos...

Mas o Deus de Amor, na sua infinita bondade vai aliviando a dor, que hoje é intensa, eu sei...  Cremos sim, que o amor, a gratidão e o exemplo que Lázaro nos deixa servirá de bálsamo para transformar essa dor em uma doce e bonita lembrança.
Estamos em oração...

Guiany

O POVO DE DEUS AGRADECE



Em meio a tantas situações angustiantes, mais uma vez a Mãe Igreja “ouvindo os clamores de seu povo,” sentindo na carne a dor dos sofredores, se fez ouvir pela “Carta ao Povo de Deus”.

Bispos do Brasil, corajosos e sensíveis, deram voz a um povo, que já sem esperança atravessa a maior crise sanitária, econômica, política e ética da história do país.

Seguidores do Homem de Nazaré que afirma veementemente que a “vida em abundância” deve ser para todos, em sintonia com o Papa Francisco e com a CNBB do Dom Helder, os bispos demonstram indignação com a conjuntura atual, onde a morte bate a porta de tantas famílias pela doença, pela pobreza e pela devastação da Casa Comum, somadas a indiferença e o descaso das autoridades competentes.

Além de relatar com riqueza de detalhes a realidade brasileira, os bispos signatários da “Carta ao Povo de Deus”, partindo da “compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta”, conclamam o povo de Deus, entidades e movimentos sociais a se unir num “amplo diálogo nacional” para restabelecer “o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito”.

Quero aqui saudar os bispos de meu Regional Ne2 que de forma evangélica, corajosa e comprometida “Primeirearam” na defesa da vida.

Gesto bonito que faz lembrar os sonhos e conquistas dos inesquecíveis Dom Helder, Dom Marcelo, Dom José, Dom Francisco... precursores da CNBB desse pedaço do nordeste.

Parabém Dom Aldemiro Sena, Dom José Luiz Sales, Dom Antônio Carlos, Dom Limacêdo, Dom Paulo Jakson, Dom Fernando Saburido, Dom Egídio, Dom Sales, Dom Jaime, Dom Mariano, Dom Gabriel Marchesi, Dom Manoel Soares.

O Povo de Deus lhes agradece!!!


Guiany Campos Coutinho

DOM PEDRO DOS POBRES



Com o nome daquele a quem Jesus entregou o comando da Igreja, o nosso Pedro, viveu o que sempre acreditou e ensinou o que sempre viveu. 
Pobre com os pobres defendeu a vida dos mais fracos com a força do Evangelho. 
Se tinha medo... não temia tê-lo... pois mesmo santo, era humano. Mas nada o imobilizava. Seguia em marcha com o povo... sofrendo com a sua dor e se alegrando com as pequenas e grandes conquistas. 
Cantou a vida, o Reino e a justiça na simplicidade de sua poesia e de sua existência.
E como último ato público, subscreveu a Carta ao Povo de Deus, se somando aos mais de 150 bispos do Brasil, que corajosamente denunciam a morte e anunciam a vida. 
Pra quem acredita, São Pedro dos Pobres já se encontra no colo de Deus. Também de lá continua cuidando dos preferidos do Pai e de todos que por aqui continuam pelejando pela conquista do tão sonhado Reino de amor, justiça, libertação e paz.
Sigamos nós o seu rastro de luz deixado na sua história... no seu exemplo de vida doada aos pobres.

ROMA É AMOR



Minhas raizes estão fincadas aí.
ROMA é AMOR literalmente.
Amor de meus pais... meus avós... bisavós... meus irmãos de sangue e de terra... 
Que saudade... do cheiro... do colorido... do barulho do vento... 
Também das conversas... das brasas do fogão de lenha... dos botas sujas de meu pai... da voz de minha mãe ninando meus irmãos... do ti ti ti alimentando as galinhas... dos banhos de chuva e de lama... e até das brincadeiras de guerra com carrapateira e com coco de vaca... kkk
Muitas saudades... 
São tantas...
E elas alimentam em todos os momentos o meu viver... 
Sou construção... e ROMA foi e é a base que sustenta quem sou... o AMOR.
O AMOR não morre jamais... e ROMA permanecerá para sempre animando meu viver.

sábado, 29 de setembro de 2018

OPINIÃO CRÍTICA À NOTA DE D.RIFAN

Vi com preocupação a nota "Em defesa da CNBB" divulgada pelo Dom Fernando Rifan: http://www.adapostolica.org/artigos/em-defesa-da-cnbb/ Como leiga eu gostaria de emitir a "minha" opinião crítica a respeito desta Nota. Dom Fernando Arêas Rifan é para a Igreja do Brasil o que existe de mais conservador. Em sua jurisdição na Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, é utilizado na liturgia o Rito Romano de antes do Concílio Vaticano II. Naquela Administração Apostolica não são refletidas as Campanhas da CNBB nem aplicado seu calendário de ações. O Dom Rifan diz ser fiel ao Papa Francisco, mas não divulga suas orientações com relação a questões sociais. Respeitar a diversidade na Igreja e as suas diversas formas de expressão é preciso, mas aceitar as críticas públicas de quem é integrante da mesma Conferência é dificil. O Dom Rifan faz a "defesa da CNBB" fundamentada em textos especificos. Inicialmente fala aos leigos e diz que se sente atingido com as ofensas e insultos a CNBB, pois dela faz parte. Esclarece que as Conferências Episcopais não são sindicatos dos bispos nem tão pouco fazem parte da estrutura indispensável da Igreja. Que as Conferências Episcopais não tem missão de ensinar (nem de orientar?) e que seus documentos não tem valor, a não ser que tenha o consenso que é atribuído pelos bispos individualmente. Que a o Reino é como uma rede cheia de peixes bons e maus assim como no Episcopado brasileiro. Que não se expõe os defeitos da Mãe em público, sob pena de alegrar os inimigos(?), mas já que o fizeram... Aí ele começa a elencar "suas" insatisfações quando se dirige aos irmãos no Episcopado. Lembra que as críticas e ataques podem ser clamores dos fiéis refletindo o "sensus fidelium" Será??? Será que esses ataques e críticas não são de grupos específicos com interesses próprios, muito mais do que o que dizem buscar a "salvação da Santa Igreja das garras do comunismo"? As comunidades paroquiais não refletem esses pensamentos. Isso pode ser observado no dia a dia nas igrejas onde as campanhas são refletidas e vividas nas diversas formas. No entanto não é "sensus fidelium". O Dom Rifan tambem convoca os bispo a recuperar o "bom nome" da CNBB. (Recuperar? E a CNBB não foi criada pelos bispos profetas com a primeira presidência do Dom Helder, o bispo vermelho?) As criticas vão desde o que ele chama de abusos doutrinários e litúrgicos, o ecumenismo, a terminologia "gênero" como se remetesse a "ideologia de gênero". Critica as Análises de Conjuntura nas Assembleias dos Bispos ao afirmar serem feitas por gente com ideologia socialista/comunista. O que dizer da declaração do Papa Francisco onde ele afirma que "Estar ao lado dos pobres é evangélico, não comunismo"? Critica duramente o envolvimento da Igreja na luta pela terra. Muito grave a sua insinuação quanto ao desvio de recursos das coletas da Campanha da Fraternidade mesmo tendo conhecimento do esclarecimento publico feito pela CNBB. Como leiga amo defendo a Mãe que me acolheu desde o batismo e tem acompanhado os meu passos como membro consciente de meu papel em seu Corpo. Amo e defendo a Igreja de Jesus Libertador que e briga pelos seus e vai até as últimas consequências. Não foi por mera entrega que se deu em sacrifício. Ele defendeu um projeto de Reino revolucionário, onde afirmou começar aqui e agora com vida plena e abundante para todos. Com certeza a Sua morte foi consequência do Seu enfrentamento às estruturas opressoras da época. Sou da geração de uma Igreja que teve muitos profetas. Uma igreja apresentada por Dom Marcelo, Dom José Maria Pires, Dom Hélder, Dom Luciano, Dom Paulo, Dom Pedro... A Igreja da Teologia da Libertação. Dos padres concilares que fizeram o Pacto das Catacumbas se comprometendo com a vida evangélica ao lado dos pobres. Existem os que dizem que Teologia da Libertação coloca a o pobre no local de Jesus Cristo. Mas, onde fica a vivência evangélica? É a página das escrituras que apresenta o capítulo 25 do evangelista Mateus? "Tudo o que fizerem ao menor é a mim que fizeram"... E eu escolhi está aqui, do lado dos que precisam de mim. Escolhi crescer a família para amar e ter vida nova; escolhi está na pastoral que me apresenta todos os dias a graça de servir; escolhi o trabalho da defesa dos direitos humanos recebendo e sentindo todos os dias a dor dos injustiçados. Se sou comunista, socialista, de partido de esquerda? Não sei... Não tenho nenhuma filiação partidária. Sigo apenas o que manda o meu coração, orientado sempre pelos ensinamentos do Pobre de Nazaré. E até às orientações políticas sigo as tendencias que se aproximam mais de Suas escolhas.

VIDA NOVA, VIDA SAUDÁVEL



Hoje, em primeiro de marco de 2018 esta completando ano que nasci para uma vida saudável. Hoje está fazendo um ano que tomei consciência de que precisava cuidar da saúde, cuidar da vida, cuidar de minha família e de todos e todas com quem convivo. Com 57 anos, 102 quilos, hipertensa, pré diabética, com todos os exames alterados, cansada, sedentária e ja tomando vários medicamentos de uso contínuo, decidi que precisava mudar e teria que ser naquele dia. Quarta-feira de cinzas, início da Quaresma, foi o dia mais propício para dizer não a tudo que prejudicava a minha vida. Lembrar que vim das cinzas e a elas retornarei, me fez enxergar que as cinzas vem bem depois do clarão da chama, do calor da queima e do consumo da lenha, criei coragem e determinação pra viver bem tudo o que vem antes de minha volta à cinzas. Comecei esse caminho pela alimentação. Passei a consumir apenas comida de verdade. Eliminei da nossa família os alimentos que prejudicam nosso corpo. Eliminei de minhas compras os alimentos processados, o trigo, os açúcares, as gorduras hidrogenadas, todos os aditivo e realçadores de sabor, refrigerantes e leite. Aos poucos tenho eliminado tambem produtos de beleza e de higiene que contém elementos que agridem nosso corpo. Não uso esmalte, não uso tinta de cabelo, shampoos comuns, não uso hidratantes nem pasta comum de dentes. É por incrível que pareça sai da invisibilidade. Hoje as pessoas me notam e falam que me vêem kkkk. Foi realmente uma mudança radical. Mas essa mudança está me tornando uma pessoa saudável e feliz. Isso tem me encaminhado pra outros pilares da vida saudável: atividade física, contato com a natureza, meditação e reflexão além do desprendimento e do desejo de ser mais solidária. Hoje já tenho a ajuda do Dr Ricardo Fernandes, um jovem médico nutrólogo que com suas orientações, receitas de suplementos e modulações hormonais tem colaborado muito com meu bem estar. Gratidão a Deus e a todos que tem contribuído com meu renascimento, sobretudo a minha família, aos amigos que aderiram a essas mudanças e a Rosário e Taniely que tem cuidado com muito carinho do nosso alimento de cada dia.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

WALTER - UM DESCASO COM SUA VIDA


Walter Campos Coutinho, advogado em Bananeiras e Solânea, sofreu um acidente no dia 17/12 o que provocou a fratura de todos os ossos de sua face. A colisão entre as duas motos foi provocada por um jovem que trafegava no contramão, em alta velocidade, com os faraós apagados além de embriagado. Walter foi encaminhado para Campina Grande, a cidade mais próxima de Solânea onde se deu o acidente. Ele foi levado para o Hospital Antônio Targino, conhecido como o Hospital do Acidentado. Como não tinha plano de saúde, foi atendido emergencialmente na área reservada ao SUS. Foi acomodado em um quartinho individual onde só cabia sua cama. Em seu prontuário estava registrado que ele havia chegado com sinais de embriagues o que não era verdade. Meu irmão não fazia uso de bebidas alcoólicas a mais de vinte anos. Ele era evangélico fiel membro da Igreja Assembleia de Deus da cidade de Solânea. Seu rosto ficou muito machucado e sua aparência física quase que irreconhecível. Durante seis dias meu irmão ficou aguardando a cirurgia, consciente e esperançoso. Conversava, andava e até brincava, em meio as dores, o que demonstrava muita força de vontade de viver. Todos nós tínhamos a certeza de seu pleno restabelecimento. As fraturas do acidente foram dolorosas, mas não foram mortais e, no entanto a falta de cuidados específicos provocou a sua morte.

Saber que a irresponsabilidade de alguns: o rapaz que estava trafegando errado, os médicos do Hospital Antônio Targino que não fizeram o atendimento correto e não operaram meu irmão em tempo hábil, deixando-o uma semana em jejum total, pois nem a saliva conseguia deglutir. A sonda nasogastrica que deveria manter o seu estomago em atividade não foi colocada com a desculpa de que as fraturas do nariz não davam passagem. Isso provocou todo um estrago no estomago. A cirurgia da face só aconteceu no dia 23/12/2010, seis dias após o acidente e no dia seguinte do meu irmão ter sido admitido na área particular e feito a calção de 17 mil reais. O cirurgião buco-maxilo facial Dr. Josuel, que dizem ser o melhor da cidade de Campina Grande, enrolou o quanto pode, e só fez a cirurgia com o dinheiro na frente. Para mim ele não passa de um mercenário que não honra o seu juramento. No dia 24/12/2010, dia seguinte a cirurgia da face, Walter amanheceu o dia com muitas dores na região abdominal. Desde bem cedo o medico plantonista foi comunicado das dores insuportáveis que meu irmão estava sentindo, porém só foi atendê-lo já era mais de meio dia após ele ter desmaiado. Eu estava presente naquele momento. Fui-lhe requisitado um exame de ultrassonografia abdominal que só poderia ser feita na segunda-feira dia 27/12. No fim da tarde, um médico amigo da família e alheio ao quadro clínico daquele hospital foi acionado e após o seu parecer resolveram fazer uma cirurgia para explorar o seu abdômen. Foi informado a família que foi encontrada uma úlcera perfurada, a vesícula infeccionada e um esgarçamento no duodeno, este disseram ter sido provocado pela pancada. A úlcera perfurada e a vesícula infeccionada provocadas pelo jejum. Ai o estrago já estava grande e a infecção generalizada. Foi transferido para a UTI do Hospital João XXIII na esperança de salva-lo, mas não foi mais possível. Na tarde do dia 31/12/2010 meu irmão faleceu.

Foi muito triste romper o ano no velório de meu irmão. Ver meu irmão bem, saudável e atuante ir embora, é muito dolorido aceitar. Acredito que não cai um fio de cabelo da cabeça de cada um de nós sem a permissão de Deus nosso Pai, mas ele não deseja o sofrimento de ninguém provocado pela irresponsabilidade de muitos.

Sei que hoje não tenho mais nada a fazer para que Walter volte a viver, a não ser mantê-lo sempre bem vivo nas nossas lembranças. Ele sempre foi um bom filho, bom irmão, bom marido e um excelente pai. Foi também um bom profissional como Operador do Direito. Viveu sua vida de forma digna e honesta como cidadão, como advogado e como cristão. Esse é um lenitivo que atua como balsamo aliviando essa dor pungente. Apesar da revolta, tenho fé em um Deus que é Pai acima de tudo.

Não desejo vingança e nem quero o mal daqueles que contribuíram com a morte de Walter. Mas se eu pudesse levantar provas e se a família toda aceitasse, eu denunciaria o hospital Antônio Targino os médicos e, sobretudo o cirurgião buco-maxilo facial Dr. Josuel por não terem dado a atenção devida a situação de saúde de meu irmão. Quem sabe assim eles tratariam melhor os muitos pobres que lá chegam.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

DR. VITAL - SEU AMOR SUPEROU BARREIRAS


Em um momento de muita tensão, por ocasião de uma transferência mal elaborada pelo secretário administrativo e seus assessores, de internos de João Pessoa para o Serrotão em Campina Grande onde aconteceram varias mortes efetuadas por internos rivais, o Pe. Bosco e eu fomos convidados a acompanhar o Dr. Vital.
Ao chegar áquela unidade encontramos um grande número de pessoas entre elas familiares, jornalistas e curiosos em busca de notícias. No meio ao povo, em um canto sozinho, pude reconhecer seu filho Veneziano. Estava visivelmente preocupado.
Naquela ocasião, em um momento a parte, mostrei ao Dr. Vital o seu filho. Ele olhou, parou um pouco emocionado, e momentos depois continuou o trabalho. Pensando está fazendo o melhor, perguntei se não queria que eu o convidasse para entrar no presídio. Ele disse NÃO sem nenhuma justificativa. Seu silencio sobre a questão me levou a entender a sabedoria de um pai. Por volta das quatro horas da tarde quando estávamos sentados para o almoço no “Bar da Caça” (assim ele chamava a todos os restaurantes) quase vazio, observo que seu olhar emocionado se dirige para a entrada do restaurante. Acompanhando com o olhar vi que atravessava o salão um jovem cabeludo, com lágrimas nos olhos em direção a nossa mesa. Era seu filho Veneziano, “O iluminado” como sempre a ele se referia preocupado com o pai. Na nossa frente se abraçaram e choraram juntos. E o pai em seu silencio contemplativo naquele momento ouvia do filho as palavras de preocupação: “Cuidado pai!”, repetidas veementemente.
Choramos todos juntos, escondendo uns dos outros nossos sentimentos, as nossas emoções.
Naquele momento em que se comentava a bocas miúdas, a inimizade familiar, pude testemunhar que o AMOR verdadeiro supera todas as barreiras.

DR. VITAL DO REGO




Fiz minha graduação na FURNe, na época em que o senhor era o reitor, mas foi pelo meu pai Antonio Mendonça Coutinho, que foi seu aluno e admirador que aprendi também a admira-o. O admirava pelo que me diziam pelo que era publicado, pelo que era propagado ao seu respeito. Poucas vezes o encontrei em eventos, mas, acho que nunca nem o cumprimentei.
Com a sua nomeação como Secretário de Cidadania e Justiça uma chama de esperança brotou em meu peito. Militante como agente de Pastoral Carcerária a muitos anos, pude perceber na sua primeira entrevista que o senhor ia fazer a diferença e ia provar que a minha utopia podia perfeitamente ser realizada.
Junto com o Pe. Bosco, coordenador estadual da Pastoral Carcerária fizemos o primeiro contato que desencadeou inúmeros outros durante a sua permanência na pasta. Sua queixa para nós era uma convocação. Estreitamos os laços e a minha admiração pelo senhor passou a ser uma devoção. As feras (como muitos os consideram) que estavam por trás das grades passaram a ser pessoas merecedoras de direito e dignidade. As rebeliões passaram a ser movimentos reivindicatórios em que nós, o senhor e a Pastoral Carcerária, entravamos nos espaços inflamados, sem nenhuma arma e sem escolta, para acalmar os ânimos. Nenhum tiro, nenhuma morte. O respeito ao ser humano sempre foi primordial.
De fato, o senhor foi o marco no Sistema Penitenciário. Humanizar é possível e foi o senhor que concretizou com suas atitudes e ações o nosso sonho. Nós sabemos que a plenitude só não foi possível por conta da sabotagem de seus comandados incomodados com a moralização do sistema.
Obrigada meu amigo!
Obrigada pelo testemunho, pela amizade, pela atenção, pelo carinho, pelos mimos.
Sentirei muito a falta das suas prosas, das suas graças, das suas broncas.
Saudades da “menina Guiany”.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

FORÇA INTERIOR

Agora o mundo me encanta,
Tenho forças, vou lutar,
Vou fazer que outros vivam,
Pra sorrir e para amar.

A utopia me leva,
A sonhar e a buscar,
O amor que sempre eleva,
O irmãozinho a chorar.

O Deus que se fez amor,
É quem me faz caminhar,
Ele é meu inspirador,
Me faz de vidas cuidar.

sábado, 7 de junho de 2008

DESTINO CRUEL


O pobre sofre ninguém escuta o seu gemido.
O pobre clama não se escuta o seu clamor.
A vida nega dignidade a abrigo,
A força é tudo e a regra é o desamor.

O mundo ensina: a lei maior é viver
Não importando se furtar ou expiar
É ter na vida mais momentos de prazer
Vida que segue invisível a embriagar.

As grades prendem corpos sujos sofridos,
Podam as asas, não mais permitem voar,
Machucam, ferem os corações consumidos,
Que Deus criou para ser livre e sonhar.

AMIGO

Guiany

Foi num estalar de dedos,
Foi partilhando segredos,
Que encontrei um amigo.

Apertei a sua mão,
Escutei seu coração,
E pus o meu como abrigo.

Então eu o vi cantar,
Também vi quase chorar,
Viver emoções comigo.

A música embalou a dança,
Fiquei quase uma criança,
Rodopiando o perigo.

Amor nasceu num instante
Amizade cresceu constante
Cúmplice sempre, sempre amigo.

AMOR

A amplidão do amor é universal
Não se pode por limites, nem restringi-lo
Impossível é chegar ao seu final
Quando se ama de verdade sem possuí-lo.

O Bem vem naturalmente, vem afinal
Vem marchando devagar, vem no sigilo
Ninguém pode impedir que seja o sal
Que tempera toda a vida, podes senti-lo.

Do Bem Maior é o amor o seu sinal
Que transforma muitas vidas para segui-lo
É o fermento que aumenta e não faz mal
E a Boa Nova da Aliança faz distingui-lo.

QUERO


Eu quero a beleza do sonho,
Com a cor, vida e luz que suponho.

Eu quero a ternura do poema,
Com a alma e o amor como tema.

Eu quero o encanto da canção,
Com a euforia, a poesia e a paixão.

Eu quero a alegria do abraço,
Com o carinho e o calor tendo espaço.

Eu quero o sabor de um beijo,
Com grande amor, me saciando o desejo.

Eu quero o aconchego do prazer,
Que só você, bem junto a mim me faz viver.

A MÚSICA

 


A música em nossa vida é bálsamo nas nossas feridas… é banho de cheiro pra nossa alma… é suavidade em nossas lembranças.
 
A boa música é penetrante. Quando chega aos ouvidos atinge logo coração.
 
Se o coração está triste, ela reanima;
Se o coração está alegre, ela potencializa a felicidade;
Se o coração está indiferente, ela questiona;
Se o coração está zangado, ela acalma;
Se o coração está cansado, ela dá força.
 
Deus nos fala quando nos encontra em silêncio e a música suave e serena, ouvida e sentida com o coração, silencia o nosso agitado viver e nos proporciona uma magnífica comunhão com o Criador, Senhor também da música.

domingo, 1 de junho de 2008

MINHAS CRUZES


Carrego uma cruz em minha vida, que me faz sofrer.
Carrego uma cruz em meu peito, que me faz vencer.
Carrego uma cruz em minha vida, que me faz chorar.
Carrego uma cruz em meu peito, que me faz louvar.
Carrego uma cruz em minha vida, que me faz descer.
Carrego uma cruz em meu peito, que me faz crescer.
Carrego uma cruz em minha vida, que me faz recuar.
Carrego uma cruz em meu peito, que me faz adiantar.
Carrego uma cruz em minha vida, que me faz morrer.
Carrego uma cruz em meu peito, que me faz viver.
A primeira, uma consequencia da vida;
A segunda, uma contradição.
É a pequena, suave e delicada cruzinha
Que carrego em meu peito que leva
O fardo duro e pesado da cruz
Que carrego em minha vida.
É ela que lembra a todo momento
Que alguém se junta a mim.
É ela que lembra a cada instante
Que Jesus sofreu por mim..

sábado, 31 de maio de 2008

A PALAVRA QUE JULGA


Conhecendo os planos de Deus, através da Escritura Sagrada, o homem se torna agente de seu próprio julgamento.
A Palavra é clara, objetiva e radical. Não existe meio termo. Se vive ou não se vive; se cumpre ou não se cumpre a vontade de Deus. O seu amor nos dá a liberdade para a escolha.
A todos é dada a oportunidade de conhecer os ensinamentos que revelam o Plano de Deus para a humanidade. Sua Palavra é propagada em todas as línguas, de todas as maneiras, a todas as criaturas.
A Bíblia, para isso é o livro mais editado, mais lido e mais comentado em todo o mundo. É também um dos mais antigos… mas é sempre mais atual do que qualquer jornal de ontem.
Deus fala e fala sempre, incansável e insistentemente. Sua Palavra é sempre útil a cada pessoa. É como a semente que gera frutos em abundância. 
Mas para ela ser acolhida, é necessário a cada um preparar o terreno do coração, não só para escuta-la, mas para vivencia-la, testemunhando com a vida a Lei do Amor. É por esta Lei que seremos julgados.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

SONHAR É PRECISO


A nossa cabeça é um mundo. Ela medita, viaja, planeja, sonha... Em pensamento, tudo é possível. Com os olhos fechados, o mundo se torna colorido, como se fosse real. Os sonhos dançam em nossa mente e a fantasia multicor suaviza a realidade.
O pensamento voa ao encontro da realização; o coração corre ao encontro do bem amado; a alma se eleva até o infinito de Deus. O coração se abre, o corpo levita e a alma fica leve.
Sonhar é muito bom para o coração e para a mente… . é muito bom para impulsionar as mudanças necessárias a cada geração.
Quando se sonha a vida fica mais fácil, a esperança da realização impulsiona a busca. A procura do sonhado torna-se uma meta de vida para o sonhador.
Sonhar é preciso!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

MORRER DE AMOR


Nasci do amor!
Vivi no amor!
Morri de amor!

Realidade cruel,
Amargor do puro fel,
O teu amor infiel.

Nasci do amor!
Vivi no amor!
Morri de amor!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

CORAÇÃO SANGRANDO


Dói o peito ferido
Machucado, bem sofrido,
Sem nenhuma compaixão.

Dói coração maltratado,
Pisoteado, esmagado,
No jardim da vã paixão.

Dói demais esse aperto
A traição sem respeito,
A violenta explosão.

terça-feira, 27 de maio de 2008

LIBERDADE


Abre tuas asas liberdade:

Arranca as correntes,
Acalma as torrentes,
Me deixas cantar;

Derruba os muros,
Acaba os apuros,
Me deixas voar;

Escuta o lamento,
Alivia o tormento,
Me deixas lutar;

Esbarra com as caças,
Floresce nas praças,
Me deixas sonhar;

Abraça o tristonho,
Dá vida ao sonho,
Me deixas amar.